sexta-feira, 11 de março de 2011

Reativando

Iniciando mais uma fase dessa vida, não adianta, os caminhos já tentaram me afastar da arquitetura, mas ou eu sou muito teimoso ou meu caminho é mesmo a arquitetura.
Vou postar hoje meu primeiro trabalho como arquiteto e com certeza nos próximos meses terei vários outros para mostrar.
A casa das imagens a seguir tive uma dificuldade grande pois tinha várias necessidades e deficiências a resolver.
Primeiro precisava considerar um desmembramento futuro do terreno o que reduziu consideravelmente a área utilizável;
Segundo o quarto dos dois filhos não podia ficar próximo do quarto do casal, uma vez que são bagunceiros e chegam sempre de madrugada em casa;
Terceiro o terreno tinha uma frente bem estreita e as duas laterais com paredes cegas, o que dificultou bastante a criação de uma ventilação cruzada.
E por ser em outra cidade não consegui acompanhar a escolha de cores e acabamentos e isso também foi lamentável, mas a família está muito feliz e isso me basta para considerar um sucesso o resultado.
Enfim ai vão duas imagens...


Ainda em construção.


Obra finalizada.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Torre das olímpiadas de 2016!

Artigo de autoria de Cátia Fernandes.

Um dos primeiros esboços arquitetônicos para os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016, desenhada pelo gabinete RAFAA, em Zurique. A torre destaca-se pela sua sustentabilidade, pelo fato de gerar energia durante o dia e a noite, utilizando a energia solar e a hídrica. A mesma não irá gerar e fornecer energia apenas para a aldeia olímpica, mas sim para parte da cidade do Rio.



O desafio passou por conceber uma estrutura vertical localizada na ilha de Cotonduba RJ, que além de ter a função de torre de observação, se torne num símbolo de boas-vindas para quem chegar ao Rio de Janeiro por via aérea ou marítima, uma vez que esta será a cidade anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2016.



Projetada pelo gabinete RAFAA, sedeado em Zurique, na Suíça, e denominada Solar City Tower, esta estrutura foi escolhida como a resposta adequada à proposta inicial e tem a potencialidade de gerar energia suficiente não só para a aldeia olímpica, como para parte da cidade do Rio.

A sua concepção permite-lhe aproveitar a energia solar diurna através de painés localizados ao nível do solo, ao mesmo tempo que a energia excessiva produzida é canalizada para bombear água do mar pelo interior da torre, produzindo um efeito de queda de água no exterior. Esta água é simultaneamente reaproveitada através de turbinas com o objetivo de produzir energia durante o período nocturno.

Estas características permitem atribuir o epíteto de torre sustentável a este projeto, dando continuidade a alguns dos pressupostos do United Nation´s Earth Summit de 1992, que ocorreu igualmente no Rio de Janeiro, contribuíndo para fomentar junto dos habitantes da cidade a utilização dos recursos naturais para a produção de energia.



A Solar City Tower engloba ainda outras funcionalidades. Anfiteatro, auditório, cafeteria e lojas, as quais são acessíveis no piso térreo, a partir do qual se acede igualmente ao elevador público que conduzirá os visitantes a vários observatórios, assim como a uma plataforma retrátil para a prática de bungee jump.

Em cima da torre é possível apreciar toda a paisagem que circunda a ilha onde estará implementada, bem como a queda de água gerada por todo o sistema que integra a Solar City Tower, tornando-a num ponto de referência dos Jogos Olímpicos de 2016 e da cidade do Rio de Janeiro.





Artigo Retirado de: http://obviousmag.org/archives/2010/04/torre_sustentavel_nos_olimpicos_de_2016.html

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

o piano de Libeskind

Artigo da autoria de Claudio Cruz, Atol.

Concordo com bastante do que está escrito, e apesar disso, acho o projeto em questão muito bonito...



Gostaria de abordar o actual panorama da arquitectura mundial a partir do desenho de um piano. O piano é um instrumento icónico que entra no imaginário universal e é reconhecido como um objecto dotado de extremo rigor e de monumentalidade tanto no porte como na sonoridade.

O piano foi inventado por volta de 1698 por Bartolomeo Cristofori um fabricante de cravos de Florença e inicialmente era denominado de pianoforte e daí o diminutivo actual. Da família do piano temos o cravo e o clavicórdio, estes foram perdendo o protagonismo para o piano que se foi afirmando como seu sucessor pela sua polivalência e oferta de possibilidades. O piano actual possui 88 teclas que foram conseguidas a partir de décadas de experimentação pelos interessados entre os quais Ludwig van Beethoven. Existe o piano de cauda e o piano vertical, estes distinguem-se pela orientação do núcleo onde as cordas estão colocadas.

Quero falar dum piano em concreto e da maneira como expõe as características de uma arquitectura teoricamente débil do plano actual, o piano que Daniel Libeskind concebeu para a Schimmel pianos. Libeskind tem um percurso no panorama da arquitectura que se pontua pelo seu museu judaico de Berlim, cujo projecto pela sua forma e espaços agressivos e desconcertantes é tão vizinho do imaginário comum dos horrores passados pelas vítimas judaicas do III Reich.

Este museu é um objecto arquitectónico de enorme valor e ultrapassou barreiras tanto na sua teorização como na sua volumetria . Considero o museu judaico de Berlim um dos melhores feitos arquitectónicos do século XX, tem uma enorme carga conceptual que vai buscar a sua força á tragédia advinda da brutalidade nazi que condenou os judeus e o consequente genocídio dos mesmos. O museu transpira emoções profundas e sombrias, desespero e comoção, os seus espaços retratam fielmente o estado de espírito global de uma comunidade fortemente estabelecida transformada num gigantesco grupo de escravos cujas vidas não eram minimamente valorizadas. Este edifício consagrou Daniel Libeskind, porém como um actor ‘typecasted’, que escolhem para representar sempre o mesmo tipo de personagem, e que ficou intimamente ligado a este tipo de edificações e por todo mundo foi expandindo esta linguagem de volumes pontiagudos e retorcidos com janelas ziguezagueando cruamente recortadas no metal. Libeskind estagnou, encontrou a fórmula do sucesso, o mediatismo e espectáculo fácil, uma imagem de marca que retira a potência teórica ao já referido edifício marco inicial da carreira do arquitecto.



O piano Schimmel reflecte muito bem esta estagnação, e caracteriza optimamente a arquitectura deste arquitecto e também a arquitectura ‘show-off’ actual, este objecto está impregnado com a imagem de marca de Libeskind, os ângulos agudos ameaçadores, os grandes balanços que desafiam a gravidade, as janelas ziguezagueantes que aqui se transformam em simples listas pintadas, e o espaço vazio sem funcionalidade. Tal como na sua arquitectura Libeskind produz um objecto que se reconhece imediatamente como de sua autoria pela sua formalidade. Parte do piano de cauda clássico, muda-lhe a ordem habitual das pernas, aumenta-lhe a cauda em comprimento curvando até ao chão, cola á volta do teclado feitios flagrantemente artificiais e modifica-lhe a sensual sinuosidade das linhas para a sua geometria rude e agressiva. Libeskind mantém naturalmente a forma do núcleo do instrumento pois esta tem a função de soar bem e como tal não poderia sucumbir á parafernália de artifícios aplicados. Com o aumento da cauda e para hiperbolizar o efeito de espectáculo quando o piano é aberto a tampa assume uma forma dentada o que cria um vazio na cauda que não se explica com nenhum melhoramento de som mas sim com a formalidade a que Libeskind cedeu.

Este objecto fala duma flagrância formalista a que a arquitectura actual está atirada, os concursos mediáticos só são ganhos por edifícios de formas gratuitas, onde o espaço é trabalhado em função da imagem, a busca da espectacularidade fortuita instalou-se e é preocupante ver o caminho que temos pela frente. A arquitectura influencia a vida das pessoas, constrói o cenário onde vivemos e reflecte de maneira indiscutível as sociedades onde se insere, estamos perante um mundo de superficialidade onde as pessoas mal se tocam, onde o indivíduo está completamente só no meio de multidões e isto preocupa. È certo que este tipo de arquitectura que se deixa levar pelo artificio contribui para a descoberta de novas maneiras de ver e trabalhar o espaço e que a experimentação é sempre positiva na medida em que permite a evolução das mentalidades e maneiras de viver, todavia não deverá ser a arquitectura a dizer ás pessoas o caminho a tomar mas sim o contrário. O futuro contará o que se passou.

artigo retirado de http://blog.uncovering.org/archives/2009/03/o_piano_de_libeskind.html

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Enfim

Em tempos de crise e logo depois de um desastre natural a arquitetura tem se mostrado cada vez mais importante na vida das pessoas, falo aqui da nossa região.
Os arquitetos ao que parece estão abrindo suas cabeças e percebendo que são eles mesmos que precisam mostrar o quanto nosso trabalho é importante para a sociedade, quanto valor nosso ofício pode trazer na vida de uma família, várias famílias e mesmo para o espaço público, lógico que sempre tem alguns que precisam arregaçar as mangas para que os outros sigam o caminho.
Mas é fato e me orgulha muito ver os arquitetos buscando caminhos de interagir com a sociedade, agregando valor para a nossa nobre profissão.

quarta-feira, 8 de abril de 2009


esse é o momento das considerações finais dos professores depois da apresentação.

a apresentação era da seguinta maneira:

5 minutos para análise do painel, quem no meu caso era uma plotagem única de 6 metros de comprimento por 85cm de altura com qualidade de foto

15 minutos para a defesa do projeto

15 minutos para perguntas da banca e esclarecimentos

10 minutos para considerações finais

na banca estão os professores(da esquerda pra direita):
Fárida M. de Mira (professora convidada UNERJ)
Luiz Eduardo F. Teixeira (professor convidado UFSC)
Osvaldo Segundo (professor orientador)
Rogério Schneider (professor da disciplina)
Marco Chianello (professor da disciplina)

Apresentação do TCC


essa é a imagem do TCC pronto, foi a impressão dessa imagem, um banner de 600 x 85cm, que foi apresentado pra banca no dia 05/12/2008 às 8:45.

sábado, 22 de novembro de 2008

Apresentação Pré-Banca

Análise e problematização da área atual:

- A CONFIGURAÇÃO DA CIDADE
Blumenau iniciou sua colonização em 1850, e se expandiu tentacularmente muito rápido, infiltrandro-se por vales e superando a densa mata, a topografia complexa e os cursos d'água: o Ribeirão Garcia; e o Ribeirão da Velha. O parcelamento do solo era feito de modo que os lotes chegassem com seus fundos no limite natural mais próximo: um curso d'água ou um pé de um morro. Ao longo dos tempos os lotes passaram por sucessivos processos de herança, que provocaram dezenas de desmembramentos que, por sua vez, recortaram com formas irracionais os nossos quarteirões. Formando, assim, quadras por vezes com um perímetro exagerado, outras vezes exageradamente lineares, outras, ainda, com tipologias de lotes que criam espaços inutilizáveis.

- O SISTEMA VIÁRIO
A falta de planejamento pós-colonização leva o sistema de circulação da cidade, tanto para o carro quanto para o pedestre, à ruína. Produz espaços públicos lineares nada interessantes para a sociabilidade, e cria não-espaços socialmente injusto para o pedestre, que sucumbe perante o uso massificado do carro, feito a calhar para cobrir grandes distâncias em uma cidade que não circula ortogonalmente, ou em forma de rede.
Ainda dentro da temática viária, é destaque o fato da Rua Martin Luther, que forma binário com a Rua São Paulo, não conseguir se comportar como uma rua, e sim como mero corredor de circulação de automóveis. Talvez isso seja o reflexo de raízes históricas que remetem a criação da rua, visto que no início ela era uma ferrovia com estações de parada muito distantes entre si para exercerem influência de ocupação nas margens dos trilhos.
Outro fator relevante é a impossibilidade da Rua Martin Luther em ser ocupada em ambos os lados ao longo de todo seu trajeto. Isso ocorre em virtude da chegada junto à rua da cadeia de morros do Bairro Boa Vista, formando verdadeiros paredões, que só em certos trechos se abrem para o uso, através de bolsões de ocupação não íngremes. Ainda outro fator deve ser compreendido para saber o porquê da Rua Martin Luther se comportar apenas como corredor de circulação: ela atua influentemente, apenas em um sentido e uma direção. Ou seja, ela funciona apenas do centro da cidade para os bairros como: Fortaleza, Itoupava Seca, etc. E não em outra direção nem em outro sentido, como a Rua São Paulo que é ligada e ancorada fortemente com a Rua 7 de Setembro através de três vias: Rua Parayba, Rua Heinrich Hosang e Av. Antônio da Veiga, enquanto a Rua Martin Luther, até mesmo em suas ligações com a Rua São Paulo, é tímida e pouco influenciada, ficando esquecida, apenas para servir como fundos das edificações que se abrem à Rua São Paulo. Além do que, em outra margem encontra-se a cadeira de morros, também não é para lá que poderia dissipar ou absorver influências.

- A OCUPAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO
A análise baseou-se onde há predominância absoluta de um tipo de uso só. Os institucionais se localizam espalhadamente, com destaque para a FURB e para o SENAI. A FURB está implantada no ponto de ligação da Rua Antônio da Veiga com a Rua São Paulo, que recebe influência direta da Rua 7 de Setembro. Esta localização em que a FURB se apresenta é um grande gerador de influências, orientando os usos ao seu redor para o comércio e a prestação de serviços. Outro ponto importante ancorado na Rua 7 de Setembro é o de ligação das Ruas Parayba e São Paulo. Nas áreas às margens desse nó se encontram uma igreja e um bar/lanchonete, provando a capacidade de encontro, observação e socialização que possui esse ponto. A influência do centro da cidade em conjunto com a deste ponto nodal nortearam o uso comercial e de serviços a caminhar ao longo da Rua São Paulo, buscando cada vez mais espaços em direção à FURB. Portanto a busca de espaços comerciais e de serviços partiu do centro da cidade em direção à FURB pela Rua São Paulo. E com a instalação da universidade foi criada uma nova centralidade geradora de influência, que direcionou os usos a irem a partir da FURB para a Rua Antônio da Veiga e para o centro de Blumenau pela Rua São Paulo. Porém os raios de uso dissipados por esses pontos não chegam a se tocar, cada um vindo de seu lado do mapa, em um ponto central. A Rua São Paulo se tornou um eixo totalmente comercial e de prestação de serviços justamente por este fator. Devido à, ainda, falta de tempo, um quarteirão está sem possuir qualquer tipo de uso predominante. É a interface dos usos provenientes do Centro e da FURB.


- CONDICIONANTES, DEFICIÊNCIAS E POTENCIALIDADES
Os aspectos naturais condicionaram a ocupação e o traçado de todo o binário da Rua São Paulo e Martin Luther. É interessante serem notados os contrapontos das ocupações nas cotas extremas: como acontece com o Museu da Água, localizado no alto do Morro Boa Vista e as edificações lindeiras ao Ribeirão da Velha, localizadas em cotas muito baixas, de vale. Apesar da pequena distância horizontal entre esses pontos, a distância vertical é imensa, gerando contrapontos absurdos em altura, mas que podem ser usados como potencialidades através do diálogo dos pólos. Para isso acontecer o meio urbano deve esquecer seu narcisismo, e fazer uso de um altruísmo ainda latente, voltando-se ao que, querendo ou não, lhe é inerente: a natureza com suas condicionantes e potencialidades. Rios e morros são tratados como seccionadores da malha urbana, nunca como interligadores, aos quais a cidade prefere dar às costas a dar as mãos. O binário também funciona com contrapontos de altura, pois a Rua Martin Luther se localiza em média 6 metros acima da Rua São Paulo. Porém, essa diferença de altura não é notada facilmente, pois não é possível visualizar a Rua São Paulo a partir da Martin Luther.

Foto Aérea Parcial de Blumenau. Fonte: acervo PMB


INTEGRAÇÃO ESPACIAL HUMANA:

A presente proposta tem a intenção de tornar mais humano o espaço que interliga muitos bairros ao Centro da cidade de Blumenau, através do binário formado pela Rua São Paulo (sentido bairros-centro) e a Avenida Martin Luther (sentido centro-bairros). Além de fazer em uma visão secundária, mas não menos importante, a ligação entre os vários pontos focados no esporte, lazer e cultura dispersos pela cidade.

Projeto Geral

A partir do levantamento apresentado anteriormente, temos a área de estudo deste projeto como sendo as quadras entre o binário formado pela Rua São Paulo e Avenida Martin Luther, uma área sem identidade usual e até degradada pelo desuso e pela conformação do seu espaço, assim como seus arredores.
A proposta é fazer interessante o uso deste espaço público que hoje se encontra sem identidade e em desuso, fortalecendo o crescimento da área em questão, por incentivar a apropriação do espaço pela população, tendo em três pontos chaves a diversidade de usos que traz as pessoas dos mais diversos interesses a buscar a utilização dos mesmos para saciar suas necessidades, sejam elas culturais, de lazer, ou mesmo comerciais e burocráticas.
Esses pontos estão estrategicamente localizados de modo a aproveitar os espaços de maior necessidade de intervenção, por terem alto potencial de aproveitamento, uma localização estratégica ou uma possibilidade de uso mais adequado que o atual. Sem levar em consideração a seqüência como grau de importância, temos citados os três pontos como sendo, a ligação entre a Rua São Paulo e a Avenida Antônio da Veiga, a ligação da Rua São Paulo e Avenida Martin Luther com a Rua Carlos Rischbieter (acesso ao Bairro Boa Vista) e ligação entre a Rua São Paulo e Rua Parayba.

IMPLANTAÇÃO
Foto Aérea Parcial de Blumenau. Fonte: acervo PMB


PRAÇA DE LAZER E CONVENIÊNCIA
O primeiro ponto de intervenção, o ponto de ligação entre a Rua São Paulo e a Avenida Antônio da Veiga, que por estar muito próximo a FURB tem grande potencial de aproveitamento como área de lazer e conveniência, será contemplado com uma praça em três níveis, onde além de espaços de convivência, será possível aproveitar o espaço para a prática esportiva e contará também com comércios e prestadores de serviços que trazem conveniências à população, que não precisará se deslocar até o centro da cidade para resolver pequenos problemas do cotidiano. Para tanto a praça conta com um estacionamento que traz também conforto e comodidade ao público que utilizar desse espaço.
Além de todos os atrativos já citados a praça conta com um prédio que emoldura a paisagem para quem vem da Rua Antônio da Veiga que terá uma vista do Morro do Bairro Boa Vista, e terá em seu dois primeiros pavimentos escritórios e nos demais apartamentos para estudantes ou quem mais interessar.








PRAÇA DE CULTURA E ENTRETENIMENTO
O segundo ponto de intervenção, a ligação da Rua São Paulo e Avenida Martin Luther com a Rua Carlos Rischbieter (acesso ao Bairro Boa Vista), como uma área desprovida de influências tanto do centro da cidade quanto da universidade, trata-se de um área degradada, com um grande potencial de aproveitamento no sentido do lazer e cultura, uma vez que dá acesso a um ponto turístico de um visual belíssimo e muito pouco explorado nesse sentido o museu da água, situado no alto do morro da boa vista voltado ao centro da cidade, que tem seu acesso pela rua Carlos rischbieter. Esse ponto será contemplado com três intervenções que se interligam tanto em uso quando como espaço. O primeiro espaço será dedicado a cultura e lazer voltado ao mundo literário e multimídia, com uma praça em dois níveis, que terá em seu primeiro nível um espaço para feiras de livros, e outros eventos ligados a cultura, seja ela literária ou de qualquer outro intiuto, no nível acima um espaço de contemplação e ócio, e acima dela como uma edificação propriamente dita, ligada a praça através de rampa teremos uma biblioteca pública, que também terá disponível todos os tipos de mídia, podendo gerar uma integração entre todas as faixas etárias e sociais. Ligado a este espaço mas do outro lado da rua será implantado um anfiteatro que transpõem os níveis do terreno através de uma arquibancada em forma de ferradura que possibilita ter camarins e banheiros para utilizações em grandes apresentações públicas em seu primeiro nível, onde também existe um grande espaço voltado ao ócio criativo, poderá receber exposições abertas, terá em seu segundo nível um café e no terceiro nível um espaço de contemplação. Esse último espaço se liga através de uma passarela que atravessa a Rua São Paulo, com uma edificação hoje sem uso, que tem em seu pátio um estacionamento para ônibus coletivos, que terá um novo uso, sendo cedida para a fundação de uma cooperativa de artistas que utilizarão esse espaço como atelier e também como escola de artes para todos os interessados. A cooperativa ligada diretamente ao anfiteatro poderá utilizá-lo para exposições e mostras e terá responsabilidade pelo cuidado e zelo do espaço.







PRAÇA CÍVICA
Chegamos então ao terceiro ponto, que por sua proximidade com o centro da cidade tem a responsabilidade ãde se tornar extenso do mesmo, fazendo com que as pessoas venham se apoderando do espaço e percebendo a importância e magnitude dessa área de importância vital, ao qual a própria cidade dá as costas por não entender como espaço e sim como corredor de passagem em ambos os sentidos. Para chegar a tal objetivo, nada mais interessante que fazer dele a própria extensão do uso público da cidade. Como a prefeitura tem se tornado pequena para atender as necessidades de espaço físico do setor público, já tem se buscado soluções de implantação para o legislativo municipal em outras áreas da cidade. Propomos então que unindo a necessidade de espaço com a necessidade de percepção da área em questão, que ele receba o novo prédio para abrigar o legislativo municipal, assim como para o antedimento de todo tipo de entidades governamentais ou não governamentais mas sem fins lucrativos, para que se tenha mais de um uso tornando o espaço mais dinâmico, atrativo e democrático possível.







PARQUE NATURAL E DIRETRIZ URBANA
Paralelo às propostas de intervenção pontuais, existem duas propostas diferenciadas, umas delas diz respeito a interligar o espaço estudado e projetado aos outros espaços de cultura e lazer da cidade, a outra como diretriz urbana para as próximas edificações a serem construídas no miolo do binário.
Aproveitando os aspectos naturais que se revelam na área de estudo, buscou-se fazer um ligação íntima das pessoas com o Ribeirão da Velha, que tem sua mata ciliar preservada em grande parte e utilizando da área não edificável de forma a interligar todos os espaços criados a outros espaços de lazer e cultura da cidade, amarrando-os assim com a cidade com um todo, com um percurso de caminhadas e ciclismo, pois através dele, chegamos facilmente ao parque Ramiro Ruediger, e com ele desembocando no Rio Itajaí-Açú ligamos também à prainha e a Avenida Duque de Caxias, mais conhecida como Rua das Palmeiras, o centro histórico da cidade.
Outra questão a ser enfocada como uma diretriz urbana, é a proposta de atualizar a legislação fazendo com que as próximas edificações do miolo de quadra do binário entre a Rua São Paulo e Avenida Martin Luther não podssam cortar a circulação linearmente e que devem ser implantados criando praças de convivência e espaços de contemplação compartilhados com outros edifícios, que podem ter suas recepções voltadas para esses espaços de miolo de lotes, separando-as do fluxo de carros e valorizando assim, o pedestre.

Parque Ramiro Ruediger. Fonte: acervo Roger Vieira


Restaurante Novo Moinho do Vale. Fonte: acervo Roger Vieira


Cervejaria Expresso (antigo Biergarten). Fonte: acervo Roger Vieira


Al. Duque de Caxias (Rua das Palmeiras). Fonte: acervo Roger Vieira